EM BUSCA DA VERDADE: DR.HÉLDER MARTINS MENTE DESCARADAMENTE AO ACUSAR O PADRE MATEUS PINHO GWENJERE DE SER “AGENTE DA PIDE” [3]

O Dr. Hélder Martins mente descaradamente ao acusar o Padre Mateus Pinho Gwenjere de ser “agente da PIDE”. A sua mentira grosseira é, mais uma vez, destinada a enganar o povo moçambicano. Este artigo pretende desmascarar o que está por trás do seu contínuo discurso de desinformação e ódio contra o Padre Gwenjere que foi assassinado pelo governo de Samora-Marcelino dos Santos há quase meio século.

O Dr. Martins preferiu propositadamente esperar a morte do Padre antes de o acusar de ser “agente da PIDE”. O propósito é claro: procurar obter vantagens, pensando que a verdade permaneceria escondida, tendo em conta que o Padre não está na posição de responder por si próprio. Além do mais, uma pergunta prevalece: Por que é que o Dr. Martins esperou que o Padre Gwenjere fosse o primeiro a acusá-lo de fornecer informações às tropas portuguesas sobre segredos da guerra do movimento da FRELIMO, para ele também acusar o Padre de ser um “agente da PIDE”?

Logo após ingressar na FRELIMO em 1967, o Padre Mateus Gwenjere começou a receber informação diversa de combatentes da luta armada de libertação nacional, sobre a situação conturbada no movimento da FRELIMO. O Padre Gwenjere foi informado de que um dos moçambicanos brancos de origem portuguesa, chamado Orlando Cristina, tinha regressado a Moçambique após um ano de militância na FRELIMO. Cristina atravessou a fronteira para a Tanzânia para ingressar na FRELIMO em 1963, e no ano seguinte, 1964, regressou a Moçambique, tendo roubado “uma viatura da FRELIMO e documentos importantes”. O autor e investigador moçambicano João Cabrita escreve que Cristina havia trabalhado para o Serviço de Inteligência Militar, “apresentando relatórios semanais ao Estado-Maior de Inteligência Militar em Nampula”, antes de ingressar na FRELIMO. Após o seu regresso a Moçambique, juntou-se a Jorge Jardim, com quem, em 1971, criou grupos especiais que mais tarde combateram a FRELIMO. Importa referir ainda (conforme é do conhecimento público) que, anos depois, Cristina juntou-se ao movimento da RENAMO para lutar contra o governo da Frelimo.

Tendo recebido informação diversa sobre esses moçambicanos, o Padre Gwenjere pediu ao governo da Tanzânia que expulsasse membros deste grupo que ele acreditava serem infiltrados. O governo da Tanzânia acatou o pedido, expulsando tais membros que depois se exilaram na Argélia. Entre os membros expulsos encontravam-se o Dr. Hélder Martins e a sua primeira esposa, Dra. Helena Martins, que eram professores na Escola de Formação em Enfermagem e Hospital da FRELIMO, onde também lecionava o Padre Gwenjere.

Durante o governo provisório em Moçambique, em 1974, o Padre Gwenjere foi severamente agredido na Beira por jovens portugueses, que o deixaram estatelado e em coma. Esses jovens (muitos dos quais se revoltaram contra a FRELIMO pouco depois e partiram para Portugal, enquanto outros permanecem em Moçambique com dupla nacionalidade) acusaram o Padre de ser racista e anti-branco.

Ainda em recuperação na cama hospitalar, o Padre Gwenjere concordou em ser entrevistado. Durante a entrevista, negou ser racista e anti-branco (note-se que em Nairobi-Quénia, o Padre Gwenjere vivia na mesma casa com um activista alemão chamado Willy Shultz, o que justifica a sua recusa de que era racista).  Na mesma entrevista, o Padre Gwenjere voltou a acusar o Dr. Hélder Martins de fornecer informações às tropas portuguesas sobre “os segredos da guerra” durante o período em que este médico militava no movimento da FRELIMO em Dar-es-Salaam, na Tanzânia. Segue abaixo parte da entrevista com Padre Mateus Gwenjere:

Havia lá (na FRELIMO) um Senhor chamado Hélder Martins. Qualquer militar (da FRELIMO) ferido no interior indo para Dar-es-Salaam, não podia ter tratamento sem primeiro revelar os segredos da guerra: Primeiro, a localização das bases da FRELIMO; segundo, quais eram os planos da FRELIMO; terceiro, devia saber quando ia entrar o outro grupo para o interior de Moçambique para lutar contra a tropa portuguesa. Deste modo, o homem apontava aquilo e informava a tropa portuguesa.

Na sua entrevista à  “Guerra de Joaquim Furtado” da RTP em 2019, o Dr. Martins teve a oportunidade de rejeitar as graves acusações que lhe foram feitas pelo Padre Mateus Gwenjere.  Em vez de o fazer, conforme prova aqui o vídeo, preferiu apenas dizer que tinha provas da Torre do Tombo (onde se encontram arquivados os documentos da PIDE/DGS) de que o Padre era “agente da PIDE”. Porém, conforme também comprova o vídeo, não revelou tais provas. Para salvaguardar o seu bom nome, não teria sido apropriado fornecer tais provas ao público? Refira-se ainda que, até à data, este autor não leu, nem viu algum texto onde o Dr. Hélder Martins refuta as graves acusações que lhe foram feitas pelo Padre Mateus Gwenjere. Segue abaixo a entrevista do Dr. Hélder Martins ao programa “A Guerra de Joaquim Furtado na RTP”:

“Com os elementos que eu colhi na Torre do Tombo, eu hoje afirmo categoricamente  que o Padre Mateus Gwenjere é um agente da PIDE. Eu, no meu livro, digo que se suspeitava que ele fosse. Eu, hoje, afirmo, categoricamente, que ele é.”

SOBRE A IDONEIDADE E INTEGRIDADE DO PADRE MATEUS PINHO GWENJERE: Em 1965, o Padre Gwenjere escreveu uma carta ao Bispo da Beira, Dom Sebastião Soares de Resende, pedindo-lhe que comunicasse superiormente o constante aparecimento de cadáveres de moçambicanos no rio Zambeze, mortos pela tropa portuguesa. O Padre escreveu que tais assassinatos fariam com que os nativos se revoltassem contra portugueses inocentes. Tendo a carta lhe sido encaminhada pelo Bispo, o então administrador de Manica-Sofala convocou o chefe da PIDE no Posto Administrativo de Caia para confirmar a veracidade de tais acusações. O chefe da PIDE respondeu da seguinte forma:  “O Padre Mateus Gwenjere não mente”.

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https://umpadrerevolucionario.com/wp-content/uploads/2026/02/Testemunho-Pe.-Gwengjere-1-2.mp4
Extraído em :
https://www.youtube.com/watch?v=NNS7WnV-k5k

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