Quando este autor juntou-se à FRELIMO em 1967, três grupos influenciavam os acontencimentos no movimento: o grupo de “Sulistas”, o grupo de “Nortenhos”, e o grupo de moçambicanos “Não-nativos”. O Grupo de Sulistas compreendia militantes originários de províncias ao Sul do rio Save, nomeadamente Inhambane, Gaza e Maputo. Tendo assegurado a liderança político-militar, esse grupo estabeleceu um nó intrincado para proteger e promover os seus interesses. …
A PRISÃO DOMICILIÁRIA DO COMANDANTE FRANCISCO MAZUZE
Assim que chegamos em Nachingwea, um dos guerrilheiros da FRELIMO aproximou-se de mim e pediu para que ficasse com ele na sua tenda que era bem grande. Aceitei o convite. Ao lado da tenda onde eu dormia com este meu amigo guerrilheiro, ficava a tenda do Comandante Francisco Mazuze – um indivíduo alto, musculoso e elegante. O Comandante Mazuze não conversava com outros guerrilheiros e só saia da sua tenda para apanhar raios solares. Procurei saber do …
CHEGADA AO CAMPO MILITAR DA FRELIMO EM NACHINGWEA
Éramos mais de meia centena de ex-seminaristas com qualificações invejáveis para os negros daquela época em Mocambique. Quase todos nós abandonamos o Seminário Católico de Zóbuè, para ingressar na FRELIMO em Tanzânia, frequentando entre o 1.º e o 6.º ano do Liceu. Ficou mais tarde provado que não havia vontade por parte da liderança da FRELIMO, de nos utilizar da melhor forma possível num movimento com …
